Autobiografia inventiva de uma mulher-rio Baré no maternar-educar com traços (eco)feministas nas docências e currículos vivos

dc.contributor.advisorAikawa, Monica Silva
dc.contributor.advisor-latteshttp://lattes.cnpq.br/1717750077563228
dc.contributor.authorSilva, Larissa da Silva e
dc.contributor.referee1Bettiol, Célia Aparecida
dc.contributor.referee1Latteshttp://lattes.cnpq.br/6935670235651644
dc.contributor.referee2Rocha, Iracy de Souza Monteiro da
dc.date.accessioned2026-08-31T17:02:13Z
dc.date.issued2026
dc.description.abstractRESUMO EM NHEENGATU Kua muraki akue yeya maku kuya maw ibuesara uikitari ukusai Licenciatura e Pedagogia, wiki yakãga upe Kuxiima tiapu, tiyama teytiwara kuya yapiga, papera upaka ya saisu. Kua yayubu yeya Kuya-Bare uikitare uka ibuesara yamuya yagustoriwa ya Kuya-Bare ya yubu purãga ya ipidina paperawa. Kua parana upakawa ya kuitare amu etnia ito, yade Bare ya purãgita kapajade, coraza e kremak yakwasã yammudare side kiti. Ya istudare purãga usemu ya na muraki papera upe. Ya finalisoi kua yakuitare kua Kuya ipisinmasa kua papera yo ne kuxiimawara. Uyupiim pisasui papera upakawa yor ne kituwara usemu purãga uyutima. Palavras-chave: Yakuitare, uyubu purãga, Mira Bare, Yusuruti purãga, papera upakawa, Pedagogia amazonicas.
dc.description.resumoEste trabalho tem como objetivo narrar as travessias de uma mulher-rio na posição de estudante indígena e mãe no curso de licenciatura em Pedagogia, destacando os modos como sua experiência de conexão com saberes tradicionais, (eco)feminismo e currículos vivos se constitui em uma docência que entrelaça educar e maternar. A pesquisa, então, mobiliza-se a partir das afecções entre maternidade, formação inicial docente e pertencimento étnico, com base na narrativa da mulher-rio, essa personagem conceitual que emerge da trajetória de uma mulher indígena do povo Baré que adentra a universidade em seus atos de maternar e educar. A pesquisa parte do atravessamento da formação docente por experiências singulares, afetos e conhecimentos ancestrais do meu povo, que influenciam diretamente os modos de ensinar e aprender, ser e viver. A investigação fundamenta-se em uma pesquisa narrativa autobiográfica em invenção de si, na qual a experiência da pesquisadora se constitui como campo de análise e produção de conhecimento e, ao mesmo tempo, transmuta-se em outra de si: uma mulher-rio em seu educar e maternar. O rio é vivido como imagem do próprio movimento da vida, da singularidade dessa indígena Baré e do saber, em meio às transformações ao longo da maternidade, da formação acadêmica e da docência, produzindo traços (eco)feministas na prática docente e em currículos vivos. O referencial teórico dialoga com autores indígenas Baré em seus conhecimentos originários, e com outros que discutem existência, educação e subjetividade, como Lapoujade, Corazza e Krenak, sustentando a compreensão de que nos constituímos em permanente devir, bem como com autoras que produzem ideias acerca de (eco)feminismo e currículos vivos. Desse modo, emerge uma docência enquanto ato político, estético e ético, em afirmação da vida, com traços (eco)feministas e em currículos vivos diante do Antropoceno. Em vias de considerações finais, a narrativa dessa mulher-rio ressalta que a articulação entre saberes ancestrais e científicos fortalece sua singularidade no maternar na formação docente e potencializa práticas pedagógicas mais sensíveis, inclusivas, contextualizadas e aterradas no território amazônida. Inicialmente, a maternidade e a ancestralidade constituem obstáculos à formação; contudo, nesse curso de forças de rio, intensificam o maternar e a ancestralidade da mulher Baré enquanto experiência do ser que se estende ao educar-maternar, ressignificando meu lugar de mulher indígena na universidade e na escola, e transmutando minha formação docente em uma pedagogia amazônida. Trata-se de uma educação como um rio: ora conduz, ora arranca o sujeito de si, ora produz traços (eco)feministas), ora derruba currículos, ora fábrica currículos vivos, ora desloca as margens, ora cria aterramentos com a ancestralidade da terra de onde brotou. Palavras-chave: Educar-maternar, povo Baré, (eco)feminismo, currículos vivos, pedagogias amazônidas.
dc.identifier.citationSILVA, Larissa da Silva e. Autobiografia inventiva de uma mulher-rio Baré no maternar-educar com traços (eco)feministas nas docências e currículos vivos. Digital. 2026. TCC (Graduação em Pedagogia) -Universidade do Estado do Amazonas, Manaus.
dc.identifier.urihttps://ri.uea.edu.br/handle/riuea/8596
dc.publisherUniversidade do Estado do Amazonas
dc.publisher.initialsUEA
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dc.rightsAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 United Statesen
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/us/
dc.subjectEducar-maternar
dc.subjectPovo Baré
dc.subject(Eco)feminismo
dc.subjectCurrículos vivos
dc.subjectPedagogias amazônidas
dc.titleAutobiografia inventiva de uma mulher-rio Baré no maternar-educar com traços (eco)feministas nas docências e currículos vivos
dc.title.alternativeAn inventive autobiography of a Baré “river woman” on mothering and educating, with (eco)feminist elements in teaching practices and living curricula
dc.typeTrabalho de Conclusão de Curso

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