Espaço vivido na ocupação castanhal: reflexões a partir da escuta das crianças
| dc.contributor.advisor | Figueiredo, Angela Maria Rodrigues de | |
| dc.contributor.advisor-lattes | http://lattes.cnpq.br/4015783152572693 | |
| dc.contributor.author | Guimarães, Sabrina Glória | |
| dc.contributor.referee1 | Figueiredo, Angela Maria Rodrigues de | |
| dc.contributor.referee1Lattes | http://lattes.cnpq.br/4015783152572693 | |
| dc.contributor.referee2 | Brasil, João Bosco dos Santos | |
| dc.contributor.referee2Lattes | http://lattes.cnpq.br/0577433432714554 | |
| dc.contributor.referee3 | Albuquerque, Ednilson da Silva | |
| dc.contributor.referee3Lattes | http://lattes.cnpq.br/3948645212204123 | |
| dc.date.accessioned | 2026-06-08T16:02:46Z | |
| dc.date.issued | 2026-06-03 | |
| dc.description.abstract | This study discusses the perceptions of children about the lived spaces available in the Castanhal occupation, located in the southern zone of the city of Parintins. This is a phenomenological study with ethnographic assumptions which highlights the children in their daily lives, their ways of perceiving and representing the space they live in, the links they establish with the place mediated by the conditions of access to the policies to which they have a right, such as: housing, health, education and leisure. Our objective was not to analyze what is missing in the lives of the families living there, nor to denounce the precariousness that plagues the lives of children living in improvised occupations, but to analyze the context that they concretely have, establishing a dialog between our adult/researcher look and the perceptions of the children themselves about their daily lives and their experiences as citizens. In this path, the phenomenological contributions and ethnographic assumptions were fundamental, for allowing an approximation with the context and with the research subjects, besides the adults with whom they live together. For this, the interview techniques, conversation rounds, direct observation and, above all, the production of metal maps, were the starting point for our interpretation with reading and interpretation by means of the Kozel methodology (2007) to apprehend in more depth the children's perceptions, the ways they think the world in which they live, their daily lives. The study was based on authors such as Rolnik (1995; 2009) and Spósito (2010) to discuss the city and its social and economic aspects when dealing with the right to housing, Tuan (1983), Santos (2006) and Kozel (2013; 2007) to better understand concepts such as territory, space and place. The results obtained show different aspects of life in the occupation, the challenges and unfoldings of the childhoods built there and how the children develop their identities and their relationship with the place, although the infrastructure of Castanhal may in the first instance seem immobilizing of an "ideal" childhood. The reflection that arises from this study shows that in the children's representation, the place where they live is the symbolic construction of a reality that is represented in the confluence of what is lived and what is imagined, even in such adverse quality of life conditions, childhoods are developed, the games are put into action by the children as a way of apprehending the place where they are inserted, a parallel or alternative way of affirmation and social interaction. Different from the adults' perception of the precariousness and violence in the occupation, the children perceive the place with a range of possibilities to interact and have fun, each space is seen as a way to experience childhood. | |
| dc.description.resumo | O presente estudo discute as percepções das crianças acerca dos espaços vividos na Ocupação Castanhal, localizada na zona sul da cidade de Parintins. Trata-se de um estudo fenomenológico com pressupostos etnográficos que coloca em evidência as crianças em seu cotidiano, seus modos de perceber e representar o espaço vivido, os elos que estabelecem com o lugar mediado pelas condições de acesso às políticas a quem têm direito como: moradia, saúde, educação e lazer. Nosso objetivo não foi analisar o que falta na vida das famílias que ali residem, tampouco denunciar a precariedade que assola a vida de crianças que residem em ocupações improvisadas, mas nos debruçamos por analisar o contexto que dispõem concretamente, estabelecendo um diálogo entre nosso olhar de adulto/pesquisador e as percepções das próprias crianças sobre seu cotidiano acerca de suas vivências enquanto cidadãs. Nesse percurso os aportes fenomenológicos e pressupostos da etnografia foram fundamentais, por permitirem aproximação com o contexto e com os sujeitos da pesquisa, além dos adultos com os quais convivem. Para isso as técnicas de entrevista, rodas de conversa, observação direta e, sobretudo a produção de mapas metais, foram ponto de partida para a nossa interpretação com leitura e interpretação por meio da metodologia Kozel (2007) para apreender com mais profundidade as percepções das crianças, as formas como pensam o mundo em que vivem, seu cotidiano. O estudo fundamentou-se em autores como Rolnik (1995; 2009) e Spósito (2010) para discutir a cidade e seus aspectos sociais e econômicos quando tratam do direito à moradia, Tuan (1983), Santos (2006) e Kozel (2013; 2007) para melhor compreender conceitos como território, espaço e lugar e tratando-se das infâncias apoiou-se nas ideias de Benjamin (2009), Sarmento (2005) e Tonucci (2021).Os resultados obtidos evidenciam diferentes aspectos da vida na Ocupação, dos desafios e desdobramentos das infâncias ali construídas e como as crianças desenvolvem suas identidades e sua relação com o lugar, embora a infraestrutura do Castanhal possa em primeira instância parecer imobilizador de uma infância “ideal”. A reflexão que decorre deste estudo mostra que na representação das crianças, o lugar em que vivem é a construção simbólica de uma realidade que se faz representada na confluência do vivido e do imaginado, mesmo em condições de qualidade de vida tão adversas, as infâncias se desenvolvem, as brincadeiras são colocadas em ação pelas crianças como forma de apreensão do lugar em que estão inseridas, uma maneira paralela ou alternativa de afirmação e interação social. Diferente da percepção dos adultos quanto à precariedade e violência na Ocupação, as crianças percebem o lugar com uma gama de possibilidades de interagir e se divertir, cada espaço é tido como forma de vivenciar a infância. | |
| dc.identifier.citation | GUIMARÃES, Sabrina Glória. Espaço vivido na ocupação castanhal: reflexões a partir da escuta das crianças. 2021. 49f. Trabalho de Conclusão de Curso - TCC (Graduação em Licenciatura em Pedagogia) - Universidade do Estado do Amazonas, Parintins. 2021. | |
| dc.identifier.uri | https://ri.uea.edu.br/handle/riuea/8419 | |
| dc.language.iso | pt | |
| dc.publisher | Universidade do Estado do Amazonas | |
| dc.publisher.initials | UEA | |
| dc.relation.references | ANDRADE, Gilciandro P. de. História e memória: da fundação do bairro de Paulo Corrêa ao seu processo de urbanização desenvolvido até nos dias atuais. Trabalho de Conclusão de Curso, apresentado ao Departamento de História da Universidade do Estado do Amazonas- UEA/CESP/Parintins-2009. ARIÈS, Philipe. História Social da Infância e da Família. Rio de Janeiro. Zahar, 1981. BENJAMIN, Walter. Reflexões: a criança, o brinquedo, a educação. São Paulo: Duas cidades, 2009. BOGDAN, R., e BIKLEN, S. Investigação qualitativa em educação. Porto: Porto, 1994. BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm. Acesso em: 05 jan. 2021. BRASIL. Lei Nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998. Dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, e dá outras providências. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9605.htm. Acessado em: 12 nov. 2020. CHIZZOTTI, Antônio. Pesquisa em ciências humanas e sociais. 6 ed. São Paulo: Cortez, 2003. CARLOS, Ana Fani Alessandri. A cidade. 2. ed. São Paulo: Contexto, 2009. CARVALHO, Rodrigo. A expansão urbana de Parintins: produção do espaço, agentes e processos socioespaciais. Trabalho de Conclusão de Curso, apresentado ao departamento de Geografia da Universidade do Estado do Amazonas- UEA/CESP/Parintins-2017. CASTRO, Claudia Osório de. A habitabilidade urbana como referencial para a gestão de ocupações irregulares. Dissertação apresentada ao Programa de Pós-graduação em Gestão Urbana, do Centro de Ciências Exatas e de Tecnologia-PUC-Paraná, 2007. CAVALCANTI, Lana de Souza. A geografia escolar e a cidade: Ensaios sobre o ensino de geografia para a vida urbana e cotidiana. São Paulo: Papirus, 2008. COHN, Clarice. Antropologia da Criança. Rio de Janeiro: Zahar, 2005. CORRÊA, Roberto Lobato. O espaço urbano. São Paulo: Ática, 1989. CORRÊA, Roberto Lobato; ROSENDAHL, Zeny . Cultura, espaço e o urbano. (org.) Rio de Janeiro: Ed. UERJ, 2006. DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS. Disponível em: http://www.mp.go.gov.br/portalweb/hp/7/docs/declaracao_universal_dos_direitos_do_homem.pdf. Acesso em: 05 jan. 2021. DE PAULA, Luiz. Mapas mentais e experiência: um olhar sobre as possibilidades. In: Anais do XVI Encontro Nacional de Geógrafos. Porto Alegre, 2010. Disponível em: https://geografiahumanista.files.wordpress.com/2010/07/luiz-tiago-de-paula.pdf. Acesso em: 20 jun. 2020 FIGUEIREDO, Ângela Maria Rodrigues de. Crianças e territorialidade: As brincadeiras nas ruas do bairro da União em Parintins/AM. Tese de doutoramento no Programa Sociedade e Cultura na Amazônia, PPGSCA/UFAM, 2017. FOUCAULT, Michel. As palavras e as coisas: uma arqueologia das ciências humanas trad. Salma Tannus Muchail. 8ª ed. São Paulo: Martins Fontes, 2000. FREITAS, Maria Luisa de Lara Uzun de. A evolução do jogo simbólico na criança. Ciências & Cognição, v. 15, n. 3, p. 145-163, out. 2010. Disponível em: http://www.cienciasecognicao.org/revista/index.php/cec/article/view/343. Acesso em: 10 maio 2021. GEERTZ, Clifford. O saber local: novos ensaios em antropologia interpretativa. Petrópolis, RJ: Vozes, 2014. GIDDENS, Anthony. As consequências da modernidade. Trad. Raul Fiker. São Paulo: Editora UNESP, 1991. KOZEL, S. Comunicando e representando: mapas como construções socioculturais / Communicating and representing: maps as socio-cultural constructions. Geograficidade, v. 3 n. Especial, p. 58-70, set. 2013. Disponível em: https://doi.org/10.22409/geograficidade2013.30.a12874. Acesso em: 20 jul. 2020. KOZEL, S. Mapas mentais – uma forma de linguagem: Perspectivas metodológicas. In: KOZEL S. et al (org.). Da percepção e cognição à representação. São Paulo, Terceira Margem, 2007. P.114-138. KRAMER, Sonia; LEITE, Maria. Isabel (Org.). Infância: fios e desafios da pesquisa. Campinas: Papirus, 2010. LEFEBVRE, Henri. O direito à cidade. São Paulo: Centauro, 2001. LIMA, Angélica Macedo Lozano; KOZEL, Salete. Lugar e mapa mental: uma análise possível. Geografia, v.18, n. 1, p. 207-231, jan./jun. 2009. Disponível em: http://www2.fct.unesp.br/docentes/geo/necio_turra/GEOGRAFIA%20SOCIAL%20E%20CULTURAL/TEXTOS%20SEMINARIOS%20GSC/Percep%E7%E3o%20ambiental/percep%E7%E3o1.pdf. Acesso em: 24 nov. 2020. MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE, 2014. Portaria n. 443, de 17 de dezembro de 2014. Diário Oficial da União, 18/12/2014, Seção 1, p. 110-121. Disponível em: https://ckan.jbrj.gov.br/dataset/23f2e24c-5676-4acd-83f0-03621cba4364/resource/8d0bbe11-e7d4-49c3-98ba-c07f2dfacf5e/download/portariamma4432014listaespeciesfloraameacadasextincaobrasil.pdf. Acesso em: 12 nov. 2020. NORONHA, Marineide Soares. Ordem na “desordem”: a produção de moradias no bairro da União-Parintins/AM. Trabalho de Conclusão de Curso, apresentado ao Departamento de Geografia da Universidade do Estado do Amazonas- UEA/CESP/Parintins-2011. PAINEL: A cidade dos meninos e das meninas: uma nova filosofia de governar a cidade. Webnário apresentado por Elisson Pauletti, participação de Francesco Tonucci. Canal Vincular, 2021. 1 vídeo (2h 55min 34seg). Publicado pelo canal Vincular. Disponível em: https://youtu.be/hAGnqobGhGU. Acesso em: 25 maio 2021. ROLNIK, Raquel. O direito à moradia. Desafios do Desenvolvimento, ano 6, edição 51, 7 jun. 2009. Disponível em: http://repositorio.ipea.gov.br/bitstream/11058/8264/1/Direito%20%C3%A0%20moradia.pdf. Acessado em: 9 jun. 2021. ROLNIK, Raquel. O que é cidade. São Paulo: Brasiliense, 1995. SANTAELLA, Lúcia. O que é Semiótica. São Paulo: Brasiliense, 1983. SANTOS, Milton. A natureza do espaço: Técnica e Tempo, Razão e Emoção. 4. ed. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2006. SARMENTO, Manuel Jacinto. Crianças: educação, culturas e cidadania ativa. Perspectiva. V. 23, n.1, 2005, p. 17-40. SEMINÁRIO DO BRINCAR 2021: Palestra com Severino Antônio e Kátia Tavares. Webnário apresentado por Elisson Pauletti. Canal Vincular, 2021. 1 vídeo (1h 33min 53seg). Publicado pelo canal Vincular. Disponível em: https://youtu.be/X8RG4zvE8ug. Acesso em: 13 maio 2021. SCHONARDIE, E. F.; FORTUNATO, B. OCUPAÇÕES IRREGULARES: CONFLITOS ENTRE O DIREITO À MORADIA E A RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO POR DANOS AMBIENTAIS. Revista Direito em Debate, v. 24, n. 44, p. 187–204, 2015. Disponível em: https://www.revistas.unijui.edu.br/index.php/revistadireitoemdebate/article/view/4079. Acesso em: 20 nov. 2020. SOUZA, Nilciana Dinely de. O processo de urbanização da cidade de Parintins (AM): Evolução e transformação. Tese de doutoramento no Programa de Pós-graduação em Geografia Humana, Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH)/ USP, 2013. SOUZA, Solange Jobim e; PEREIRA, Rita Marisa Ribes. Infância, conhecimento e contemporaneidade. In: KRAMER, Sonia, LEITE, Maria Isabel (Org.). Infância e produção cultural. São Paulo: Papirus, 1998. SPÓSITO, Eliseu Savério. A vida nas cidades. 5. ed. São Paulo: Contexto, 2010. TUAN, Yi-Fu. Espaço e lugar: a perspectiva da experiência. São Paulo: Diefel, 1983. TUAN, Yi-Fu. Lugar: uma perspectiva experiencial/Place: an experential perspective. Geograficidade, 8(1), 4-15. Disponível em: http://doi.org/10.22409/geograficidade2018.81.a27150. Acesso em: 11 de julho de 2021. | |
| dc.rights | Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 United States | en |
| dc.rights.uri | http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/us/ | |
| dc.subject | Criança | |
| dc.subject | Infância | |
| dc.subject | Espaço Vivido | |
| dc.subject | Políticas Públicas | |
| dc.subject | Ocupação Castanhal | |
| dc.title | Espaço vivido na ocupação castanhal: reflexões a partir da escuta das crianças | |
| dc.title.alternative | The lived space in the Castanhal occupation: reflections based on listening to the children. | |
| dc.type | Trabalho de Conclusão de Curso |
Arquivos
Pacote original
1 - 1 de 1
Carregando...
- Nome:
- Espaço_vivido_ocupação_castanhal_reflexões.pdf
- Tamanho:
- 952.66 KB
- Formato:
- Adobe Portable Document Format
