Estratégias metodológicas nas aulas de educação física no ensino fundamental I: : um relato de experiência
| dc.contributor.advisor | Amaral, Sheila Moura do | |
| dc.contributor.advisor-lattes | http://lattes.cnpq.br/2703151994157776 | |
| dc.contributor.author | Reis, Aline Silva dos | |
| dc.contributor.referee1 | Amaral, Sheila Moura do | |
| dc.contributor.referee1Lattes | http://lattes.cnpq.br/2703151994157776 | |
| dc.contributor.referee2 | Silva, Rafael Oliveira da | |
| dc.contributor.referee3 | Marques, Kamillo Khalil Ferreira | |
| dc.date.accessioned | 2025-12-29T19:30:30Z | |
| dc.date.issued | 2025-11-28 | |
| dc.description.abstract | This report describes the intervention used during the Supervised Internship in Elementary School I, seeking to understand how the active methodology of the Constructivist Spiral can favor student participation and learning in Physical Education classes. The need for more dynamic and student-centered practices motivated the adoption of this approach, which values dialogue, problematization, and the collective construction of knowledge. Objective: To describe the methodological strategies used in the internship and to analyze the effects of the Constructivist Spiral on student engagement, autonomy, and development. Methodological procedures: This study is characterized as an experience report, developed between February and May 2025 in a state school in Manaus/AM, involving 3rd and 4th grade classes of Elementary School. The internship was divided into three stages: observation, co-teaching, and teaching, totaling 120 hours. During teaching, lesson plans were developed based on the Constructivist Spiral, structuring each meeting into moments of initial dialogue, elicitation of prior knowledge, practical experience, reflection, and synthesis. Classes were held twice a week, lasting one hour. The content covered included traditional games and activities for the 3rd grade and Mini Tennis for the 4th grade, always prioritizing collaborative participation and the construction of strategies by the students themselves. Experience report: Initial observations revealed low student participation and repetitive teaching practices, which reinforced the importance of implementing a methodology that stimulated student involvement. Throughout the activities, it was observed that dialogue and the valuing of personal experiences served as a starting point for deepening the proposed experiences. In the 3rd grade, chasing games allowed for discussion of rules, cooperation, and decision-making. In the 4th grade, Mini Tennis sparked curiosity and motivation, encouraging constant adjustments between pairs to achieve better performance. Guiding questions and group discussions significantly contributed to students reflecting on their actions and perceiving their progress. An evolution in student behavior was observed, especially among those who were initially shy or unmotivated, who began to express ideas and participate with more confidence. Spontaneous comments demonstrated greater interest in the subject, indicating that the approach used made the classes more meaningful. The continuous movement of experimenting, reflecting, and reorganizing practices made the presence of the Constructivist Spiral evident in the daily routine of the classes. Final considerations: The experience demonstrated that student-centered methodologies, such as the Constructivist Spiral, contribute to making Physical Education classes more dynamic, motivating, and reflective. The use of this approach increased student engagement, stimulated autonomy, and promoted contextualized learning. It is concluded that practices based on dialogue, investigation, and collaborative participation qualify the teaching and learning process, reinforcing the need to rethink traditional methods and adopt strategies that consider the real characteristics and needs of the classes. The internship experience highlighted the importance of intentional planning and active methodologies to strengthen the formative role of Physical Education in Elementary School. | |
| dc.description.resumo | Este relato descreve a intervenção utilizada durante o Estágio Supervisionado no Ensino Fundamental I, buscando compreender como a metodologia ativa Espiral Construtivista pode favorecer a participação e o aprendizado dos alunos nas aulas de Educação Física. A necessidade de práticas mais dinâmicas e centradas no estudante motivou a adoção dessa abordagem, que valoriza o diálogo, a problematização e a construção coletiva do conhecimento. Objetivo: Descrever as estratégias metodológicas utilizadas na regência do estágio e analisar os efeitos da Espiral Construtivista no engajamento, autonomia e desenvolvimento dos estudantes. Procedimentos metodológicos: O estudo caracteriza-se como um relato de experiência, desenvolvido entre fevereiro e maio de 2025 em uma escola estadual de Manaus/AM, envolvendo turmas do 3o e 4o ano do Ensino Fundamental. O estágio foi dividido em três etapas: observação, corregência e regência, totalizando 120 horas. Durante a regência, os planos de aula foram elaborados com base na Espiral Construtivista, estruturando cada encontro em momentos de diálogo inicial, levantamento de saberes prévios, vivência prática, reflexão e síntese. As aulas ocorreram duas vezes por semana, com duração de uma hora. Os conteúdos trabalhados incluíram jogos e brincadeiras tradicionais para o 3o ano e Mini Tênis para o 4o ano, sempre priorizando a participação colaborativa e a construção de estratégias pelos próprios estudantes. Relato de experiência: As observações iniciais revelaram pouca participação dos alunos e práticas pedagógicas repetitivas, o que reforçou a importância de implementar uma metodologia que estimulasse o envolvimento dos estudantes. Ao longo das atividades, percebeu-se que o diálogo e a valorização das experiências pessoais serviram como ponto de partida para aprofundar as vivências propostas. No 3o ano, os jogos de perseguição possibilitaram discutir regras, cooperação e tomada de decisão. Já no 4o ano, o Mini Tênis despertou curiosidade e motivação, incentivando ajustes constantes entre as duplas para alcançar melhor desempenho. As perguntas orientadoras e as rodas de conversa contribuíram significativamente para que os alunos refletissem sobre suas ações e percebessem seus avanços. Observou-se evolução no comportamento dos estudantes, sobretudo entre aqueles inicialmente tímidos ou desmotivados, que passaram a expressar ideias e participar com mais confiança. Comentários espontâneos demonstraram maior interesse pela disciplina, indicando que a abordagem utilizada tornou as aulas mais significativas. O movimento contínuo de experimentar, refletir e reorganizar as práticas tornou evidente a presença da Espiral Construtivista no cotidiano das aulas. Considerações finais: A experiência demonstrou que metodologias centradas no aluno, como a Espiral Construtivista, contribuem para tornar as aulas de Educação Física mais dinâmicas, motivadoras e reflexivas. O uso dessa abordagem ampliou o engajamento dos estudantes, estimulou a autonomia e promoveu aprendizagens contextualizadas. Conclui-se que práticas baseadas no diálogo, na investigação e na participação colaborativa qualificam o processo de ensino e aprendizagem, reforçando a necessidade de repensar métodos tradicionais e adotar estratégias que considerem as características e necessidades reais das turmas. A vivência no estágio evidenciou a importância de um planejamento intencional e de metodologias ativas para fortalecer o papel formativo da Educação Física no Ensino Fundamental. | |
| dc.identifier.citation | REIS, Aline Silva dos. Estratégias metodológicas nas aulas de educação física no ensino fundamental I: : um relato de experiência. (TCC). Licenciatura em Educação física. Manaus, UEA, 2025 | |
| dc.identifier.uri | https://ri.uea.edu.br/handle/riuea/7993 | |
| dc.publisher | Universidade do Estado do Amazonas | |
| dc.publisher.initials | UEA | |
| dc.relation.references | AGUIAR, J. S.; DUARTE, E. Educação inclusiva: um estudo na área da educação física. Revista Brasileira de Educação Especial, v. 11, n. 02, p. 223-240, 2005. ALVES, D. M. Métodos de ensino da Educação Física escolar utilizados pelos professores da rede privada da cidade de Pelotas-RS. Revista Científica da Faculdade de Educação e Meio Ambiente, v. 6, n. 1, p. 109-122, 2015. BARROWS, H. S.; TAMBLYN, R. M. Problem-Based Learning: An Approach to Medical Education. New York: Springer, 1980. BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: Ministério da Educação, 2018. BUNKER, D.; THORPE, R. A model for the teaching of games in secondary schools. Bulletin of Physical Education, v. 18, n. 1, p. 5–8, 1982. CAMPOS, A. S. et al. O jogo como auxílio no processo ensino-aprendizagem: as contribuições de Piaget, Wallon e Vygotsky. Brazilian Journal of Development, v. 6, n. 5, p. 27127-27144, 2020. CAPPI, A. C. B. S.; PAULA, D. S.; CRUZ, H. H. A. Espiral construtivista. In: LUCHESI, B. M.; LARA, E. M. O.; SANTOS, M. A. (orgs.). Guia prático de introdução às metodologias ativas de aprendizagem. Campo Grande: Editora UFMS, 2022. p. 40– 44. CASAGRANDE, C. G. Ensino e aprendizagem dos esportes coletivos: análise dos métodos de ensino na cidade de Uberlândia-MG. 2012. Dissertação (Mestrado em Educação Física) – Universidade Federal do Triângulo Mineiro, Uberaba, 2012. DIESEL, A.; BALDEZ, A. L. S.; MARTINS, S. N. Os princípios das metodologias ativas de ensino: uma abordagem teórica. Revista Thema, v. 14, n. 1, p. 268-288, 2017. FERREIRA, S. D.; SILVA, V. O. B.; LEITE FILHO, M. A. A. Jogos e brincadeiras nas aulas de educação física. RENEF, v. 5, n. 6, p. 159-171, 2022. FREIRE, P. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996. GOUVÊA, A. R.; DIAS, Á. F. F.; CABRELLI, D. W. M. Aprendizagem Baseada em Projetos (ABP). In: LUCHESI, B. M.; LARA, E. M. O.; SANTOS, M. A. (orgs.). Guia prático de introdução às metodologias ativas de aprendizagem. Campo Grande: Editora UFMS, 2022. p. 26–30. GRAÇA, A.; MESQUITA, I. A investigação sobre os modelos de ensino dos jogos esportivos coletivos. Revista Portuguesa de Ciências do Desporto, v. 7, n. 3, p. 401-421, 2007. HARVEY, S.; GIL-ÁRIAS, A.; SMITH, M. L.; SMITH, L. R. Middle and Elementary School Students’ Changes in Self-Determined Motivation in a Basketball Unit Taught using the Tactical Games Model. Journal of Human Kinetics, v. 59, p. 39-53, 2017. 25 LARA, J. Notas sobre a experiência e o saber de experiência. Revista Brasileira de Educação, 2002, p. 20-28. LARMER, J.; ROSS, D.; MERGENDOLLER, J. R. Setting the Standard for Project- Based Learning: A Proven Approach to Rigorous Classroom Instruction. Alexandria, VA: ASCD, 2015. LASAKOSWITSCK, R. Origens, conceitos e propósitos das metodologias ativas de aprendizagem. EccoS – Revista Científica, n. 63, p. e23450, 2023. LIMA, V. L. Espiral construtivista: uma metodologia ativa de ensino-aprendizagem. Interface – Comunicação, Saúde, Educação, v. 21, n. 61, p. 421-434, 2017. LUCHESI, B. M.; LARA, E. M. O.; SANTOS, M. A. (orgs.). Guia prático de introdução às metodologias ativas de aprendizagem. Campo Grande: Editora UFMS, 2022. E- book. MARTINS, M. G. T. Sintomas de stress em professores brasileiros. Revista Lusófona de Educação, n. 10, p. 109–128, 2007. MELO, B. R. S.; BAGGIO, M. R. V.; PINTO, S. Aprendizagem baseada em problemas (PBL). In: LUCHESI, B. M.; LARA, E. M. O.; SANTOS, M. A. (orgs.). Guia prático de introdução às metodologias ativas de aprendizagem. Campo Grande: Editora UFMS, 2022. p. 33–38. MORAN, J. Metodologias ativas para uma aprendizagem mais profunda. In: BACICH, L.; MORAN, J. (orgs.). Metodologias ativas para uma educação inovadora: uma abordagem teórico-prática. Porto Alegre: Penso, 2015. MUSSI, R. F. F.; FLORES, F. F.; ALMEIDA, C. B. Pressupostos para a elaboração de relato de experiência como conhecimento científico. Revista Práxis Educacional, v. 17, n. 48, p. 60-77, out./dez. 2021. NUNES, C. C.; CARTIER, E. O processo de ensino-aprendizagem na Educação Física escolar. FIEP Bulletin – Online, v. 80, 2011. RAPHAEL, M. L. Adesão de alunos de 5a a 8a série do ensino fundamental às aulas de educação física. In: Anais do XIV COMBRACE, Porto Alegre, 2005. p. 7. SOARES, C. L. et al. Metodologia do Ensino de Educação Física. São Paulo: Cortez, 1992. STACCIARINI, J. M. R.; ESPERIDIÃO, E. Repensando estratégias de ensino no processo de aprendizagem. Revista Latino-Americana de Enfermagem, v. 7, p. 59– 66, 1999. TEOLDO, I.; GRECO, P. J.; MESQUITA, I.; GRAÇA, A.; GARGANTA, J. O Teaching Games For Understanding (TGfU) como modelo de ensino dos jogos desportivos coletivos. Revista Palestra, v. 10, p. 69–77, 2010. VYGOTSKY, L. S. Psicologia pedagógica. Porto Alegre: Artmed, 2003. | |
| dc.rights | Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 United States | en |
| dc.rights.uri | http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/us/ | |
| dc.subject | Educação física | |
| dc.subject | Estágio supervisionado | |
| dc.subject | Escola | |
| dc.subject | Metologias ativas | |
| dc.title | Estratégias metodológicas nas aulas de educação física no ensino fundamental I: : um relato de experiência | |
| dc.title.alternative | Methodological strategies in physical education classes in elementary school I: an experience report. | |
| dc.type | Trabalho de Conclusão de Curso |
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