Formas de narrar o outro
| dc.contributor.advisor | Maia, Gleidys Meyre da Silva | |
| dc.contributor.advisor-lattes | http://lattes.cnpq.br/1917935210603636 | |
| dc.contributor.author | Chagas, Manuela das | |
| dc.contributor.referee1 | Maia, Gleidys Meyre da Silva | |
| dc.contributor.referee1Lattes | http://lattes.cnpq.br/1917935210603636 | |
| dc.contributor.referee2 | Nascimento, Dilce Pio | |
| dc.contributor.referee2Lattes | http://lattes.cnpq.br/3763557471019923 | |
| dc.contributor.referee3 | Medeiros, Mônica Xavier de | |
| dc.contributor.referee3Lattes | http://lattes.cnpq.br/8400809526066222 | |
| dc.date.accessioned | 2026-04-15T12:55:36Z | |
| dc.date.issued | 2026-04-14 | |
| dc.description.abstract | This monograph analyzes female representations in three contemporary Brazilian dystopian novels: 40 Dias by Maria Valéria Rezende; A Nova Ordem by Bernardo Kuczynski; and Corpos Secos, a collective work by Luisa Geisler, Marcelo Ferroni, Natalia Borges Polesso e Samir Machado de Machado. The central aim of the research is to investigate how female bodies are narrated in contexts of social, political, and symbolic collapse, seeking to identify how these representations either affirm or subvert the historical logic of silencing imposed on women. The analysis is based on narrative, structural, and symbolic elements to understand how female presence is constructed within these dystopian spaces and what this construction reveals about power relations, subversion, and vulnerability. The study begins by recognizing a gap in Brazilian literary criticism concerning dystopias that explore female experiences or are led by women, particularly in crisis contexts. This is a qualitative research, using dialectical and comparative methods. The dialectical method allows reflection on the tensions between oppression and subversion in the narratives, while the comparative method enables the identification of convergences and divergences among the selected works. The approach is bibliographic, grounded in theoretical studies on representation, alterity, power, and gender. The findings indicate that, although immersed in scenarios of devastation, the female characters do not remain in passive roles: their bodies and actions embody multiple forms of subversion, identity reinvention, and contestation of domination structures. Thus, the dystopias analyzed not only expose violence but also articulate possibilities of fissure and symbolic rupture, producing social critique from a female perspective. | |
| dc.description.resumo | Esta monografia analisa as representações femininas em três romances distópicos contemporâneos brasileiros: 40 Dias, de Maria Valéria Rezende; A Nova Ordem, de Bernardo Kuczynski; e Corpos Secos, de autoria coletiva (Luisa Geisler, Marcelo Ferroni, Natalia Borges Polesso e Samir Machado de Machado). O foco central da pesquisa é investigar como os corpos femininos são narrados em contextos de colapso social, político e simbólico, busca identificar de que modo tais representações afirmam ou subvertem a lógica histórica de silenciamento imposta às mulheres. A análise parte de elementos narrativos, estruturais e simbólicos, visa compreender a construção da presença feminina nos espaços distópicos e o que ela revela sobre relações de poder, subversão e vulnerabilidade. A pesquisa parte da constatação de uma lacuna na crítica literária brasileira quanto às distopias que exploram o feminino, sejam elas protagonizadas por mulheres ou centradas em experiências femininas em contextos de crise. De natureza qualitativa, o estudo utiliza os métodos dialético e comparativo. O método dialético permite refletir sobre as tensões entre opressão e subversão nas narrativas, enquanto o comparativo favorece o mapeamento de convergências e divergências entre as obras analisadas. A abordagem é bibliográfica, fundamentada em estudos teóricos sobre representação, alteridade, poder e gênero como Mbembe (2018), Butler (2017), Spivak (2010), Levinas (1980), Moylan (2016) e Oliveira Neto (2020). Os resultados da pesquisa apontam que, embora inseridas em contextos de devastação, as personagens femininas das obras não se limitam a papéis passivos: seus corpos e ações evidenciam formas múltiplas de subversão, reinvenção de identidade e contestação às estruturas de dominação. Assim, as distopias analisadas não apenas expõem violências, mas também articulam possibilidades de fissura e ruptura simbólica, produzem uma crítica social a partir da perspectiva feminina. | |
| dc.identifier.citation | CHAGAS, Manuela das Formas de narrar o outro. 2025. 46f. Trabalho de conclusão de curso - TCC (Graduação em Licenciatura Plena em Letras) - Universidade do Estado do Amazonas, Parintins. 2025. | |
| dc.identifier.uri | https://ri.uea.edu.br/handle/riuea/8194 | |
| dc.language.iso | pt | |
| dc.publisher | Universidade do Estado do Amazonas | |
| dc.publisher.initials | UEA | |
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| dc.rights | Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 United States | en |
| dc.rights.uri | http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/us/ | |
| dc.subject | Distopia | |
| dc.subject | Representações | |
| dc.subject | Gênero | |
| dc.subject | Subversão | |
| dc.subject | Silenciamento | |
| dc.title | Formas de narrar o outro | |
| dc.title.alternative | Ways of narrating the other | |
| dc.type | Trabalho de Conclusão de Curso |
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