Alfabetização Indigena no Brasil revisão de Escopo

dc.contributor.advisorGomes, Alves Fábio
dc.contributor.advisor-latteshttp://lattes.cnpq.br/4750985697939221
dc.contributor.authorRocha, Peres Josilene
dc.contributor.author-latteshttp://lattes.cnpq.br/5200507028444838
dc.date.accessioned2025-10-09T15:55:28Z
dc.date.issued2025-06-20
dc.description.abstractIndigenous literacy in Brazil faces historical and structural challenges, marked by the erasure of Indigenous languages ​​and the imposition of Portuguese, as well as a lack of contextualized teaching materials and inadequate teacher training. This study conducted a scoping review of the scientific literature on the topic, following the PRISMA-ScR protocol, based on the strategies Population (Indigenous), Concept (Literacy), and Context (School). Databases such as CAPES Journals, SciELO, Google Scholar, and BDTD were consulted, including empirical studies published between 2014 and 2024. Of the 243 studies identified, only six met the eligibility criteria, highlighting qualitative and ethnographic research. The results reveal gaps such as the scarcity of longitudinal studies, the underrepresentation of ethnicities and regions, and the need to systematize Indigenous languages. It is concluded that more assertive public policies, specific teacher training and interdisciplinary research, and above all, funding for interdisciplinary studies that bring together linguists, pedagogues and anthropologists are essential to advance the realization of the right to bilingual and intercultural education.
dc.description.resumoA alfabetização indígena no Brasil enfrenta desafios históricos e estruturais, marcados pelo apagamento das línguas indígenas e imposição do português, além da falta de materiais didáticos contextualizados e formação docente inadequada. Este estudo realizou uma revisão de escopo da literatura científica sobre o tema, seguindo o protocolo PRISMA-ScR, com base na estratégia População (indígenas), Conceito (alfabetização e letramento) e Contexto (escola). Foram consultadas bases como Periódicos CAPES, SciELO, Google Scholar e BDTD, incluindo estudos empíricos publicados entre 2014 e 2024. Dos 243 estudos identificados, apenas seis atenderam aos critérios de elegibilidade, destacando-se pesquisas qualitativas e etnográficas. Os resultados revelam lacunas como a escassez de estudos longitudinais, a sub-representação de etnias e regiões e a necessidade de sistematização das línguas indígenas. Conclui-se que políticas públicas mais assertivas, formação docente específica e pesquisas interdisciplinares, e sobretudo, financiamento de estudos interdisciplinares que reúna linguistas, pedagogos e antropólogos são essenciais para avançar na efetivação do direito à educação bilíngue e intercultural.
dc.identifier.citationROCHA, Peres Josilene. Alfabetização Indigena no Brasil revisão de Escopo. 2025. 16 f. TCC (Curso de Pedagogia) - Universidade do Estado do Amazonas - Tabatinga
dc.identifier.urihttps://ri.uea.edu.br/handle/riuea/7872
dc.publisherUniversidade do Estado do Amazonas
dc.publisher.initialsUEA
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dc.subjectAlfabetização
dc.subjectBilinguismo
dc.subjectInterculturalidade
dc.titleAlfabetização Indigena no Brasil revisão de Escopo
dc.title.alternativeAlfabetização Indigena no Brasil revisão de Escopo
dc.typeTrabalho de Conclusão de Curso

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