Vozes do castanhal: as narrativas de mulheres do bairro castanhal em Parintins-AM e o diálogo com a literatura feminina negra brasileira

dc.contributor.advisorNascimento, Dilce Pio
dc.contributor.advisor-latteshttp://lattes.cnpq.br/3763557471019923
dc.contributor.authorSantos, Mônica Nunes Dos
dc.contributor.referee1Nascimento, Dilce Pio
dc.contributor.referee1Latteshttp://lattes.cnpq.br/3763557471019923
dc.contributor.referee2Sicsú, Delma Pacheco
dc.contributor.referee2Latteshttp://lattes.cnpq.br/6349998977516397
dc.contributor.referee3Matos, Tobias Pinheiro de
dc.contributor.referee3Latteshttp://lattes.cnpq.br/7919205893065381
dc.date.accessioned2026-04-15T12:40:28Z
dc.date.issued2026-04-14
dc.description.abstractThe research carried out aimed to establish a dialogue with Brazilian black female literature based on the narratives of women living in the Castanhal neighborhood, in the municipality of Parintins - AM. The research arises from the idea that the different experiences experienced by marginalized black women in the community context are loaded with marks that characterize their place of speech in society, hence the need to listen to these voices and subsequently disseminate them, aiming to promote visibility to the experiences, knowledge and positions of women in different contexts. The qualitative approach research collected through open and unstructured interviews and participant observation, the life stories and experiences of three black women who live in the area, revealing the challenges, resistance and struggles in the environment in which they are inserted. And the analysis made of the collected interviews sought to establish an important dialogue with Brazilian black female literature, highlighting the literary productions of black authors Maria Firmina dos Reis (2018), Carolina Maria de Jesus (2014) and Conceição Evaristo (2005). That way, the work carried out emphasizes the importance of promoting visibility to the narratives of women from the Castanhal neighborhood, as it values not only the interviewees but also a range of women who feel represented by the stories they tell. Futhermore, it is hoped that this work will inspire new studies along these same lines.
dc.description.resumoA pesquisa realizada visou a partir das narrativas de mulheres residentes no bairro Castanhal, no município de Parintins – AM, estabelecer um diálogo com a literatura feminina negra brasileira. A pesquisa nasce da ideia de que as diferentes vivências experienciadas por mulheres negras marginalizadas no contexto de comunidade são carregadas de marcas que caracterizam o seu lugar de fala na sociedade, por isso a necessidade de escuta dessas vozes e posteriores disseminações, objetivando promover visibilidade às vivências, saberes e posicionamentos das mulheres nos diferentes contextos. A pesquisa de abordagem qualitativa coletou, por meio de entrevistas abertas, não estruturadas e de observação participante as histórias de vida e experiências de três mulheres negras que vivem no local, revelando os desafios, as resistências e lutas no ambiente em que estão inseridas. A análise feita das entrevistas coletadas buscou estabelecer um diálogo importante com a literatura feminina negra brasileira, dando destaque à produções literárias das autoras negras Maria Firmina dos Reis (2018), Carolina Maria de Jesus (2014) e Conceição Evaristo (2005). Dessa forma, o trabalho realizado enfatiza a importância de promover visibilidade às narrativas de mulheres do bairro Castanhal, pois valoriza não só as entrevistadas, mas uma gama de mulheres que se sentem representadas com as histórias relatadas. Além disso, espera-se que este trabalho inspire novos estudos neste mesmo viés.
dc.identifier.citationSANTOS, Mônica Nunes Dos. Vozes do castanhal: as narrativas de mulheres do bairro castanhal em Parintins-AM e o diálogo com a literatura feminina negra brasileira. 2025. 58f. Trabalho de conclusão de curso - TCC (Graduação em Licenciatura Plena em Letras) - Universidade do Estado do Amazonas, Parintins. 2025.
dc.identifier.urihttps://ri.uea.edu.br/handle/riuea/8191
dc.language.isopt
dc.publisherUniversidade do Estado do Amazonas
dc.publisher.initialsUEA
dc.relation.referencesABREU, E. R. S. S. A representação do feminismo negro em Ponciá Vicêncio, de Conceição Evaristo: a arte oleira e os fios da memória. Cadernos Imbondeiro. João Pessoa, v. 2, n° 1, 2012. ALMEIDA, E.S. RACISMO ESTRUTURAL E NEGAÇÃO DE DIREITOS EM QUARTO DE DESPEJO, DE CAROLINA MARIA DE JESUS: STRUCTURAL RACISM AND DENIAL OF RIGHTS IN QUARTO DE DESPEJO, BY CAROLINA MARIA DE JESUS. Revista Decifrar, Manaus, v. 12, n. 23, p. 217–231, 2024. DOI: 10.29281/rd.v12i23.15488. Disponível em: //periodicos.ufam.edu.br/index.php/Decifrar/article/view/15488. Acesso em: 12 mar. 2025. ALVES, M. A LITERATURA NEGRA FEMININA NO BRASIL – PENSANDO A EXISTÊNCIA. Revista da Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as (ABPN), [S.l.], v. 1, n. 3, p. 181–190, 2011. Disponível em: https://abpnrevista.org.br/site/article/view/280. Acesso em: 12 mar. 2025. AMBC. Associação por Moradia do Bairro Castanhal. Parintins-AM, 2016. BECK, D. Q.; GUIZZO, B. S. ESTUDOS CULTURAIS E ESTUDOS DE GÊNERO: PROPOSIÇÕES E ENTRELACES ÀS PESQUISAS EDUCACIONAIS. HOLOS, [S. l.], v.4, p. 172–182, 2013. DOI: 10.15628/holos.2013.1597. Disponível em:https://www2.ifrn.edu.br/ojs/index.php/HOLOS/article/view/1597. Acesso em: 12 mar. 2025. BRASIL. Lei. 10.639, de 9 de janeiro de 2003. Altera a lei 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 10 jan. 2003. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/l10639.htm. Acesso em: 04 abr. 2025. BRASIL. Lei. 13. 709, de 14 de agosto de 2018. Altera a lei 12.965, de 23 abril de 2014. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 14 ago. 2018. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/l10639.htm. Acesso em: 07 jun. 2025. BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988: promulgada em 5 de outubro de 1988, Brasília, DF, 1988. Disponível em: https://www.planalto.gov.br. Acesso em: 10 jun.2025. CÂNDIDO, A. Dialética da Malandragem. Revista Do Instituto De Estudos Brasileiros, 8, 67-89. 1970. Disponível em: https://doi.org/10.11606/issn.2316-901X.v0i8p67-89. Acesso em: 10 jun. de 2025. CÂNDIDO, A. Literatura e Sociedade. Rio de Janeiro: Editora Ouro sobre Azul, 2006, 9°edição. COSTA, L. C. S.; SOUZA, D. M. B. Entre o silêncio e a palavra: a autorrepresentação da mulher negra em Úrsula de Maria Firmina dos Reis. Revista Digital dos Programas de Pós – Graduação do Departamento de Letras e Artes da UEFS Feira de Santana, v. 24, n°1, p. 142 –163, dezembro de 2023. DUARTE, C. L.; NUNES, I. R. Escrevivência: a escrita em nós: reflexões sobre a obra de Conceição Evaristo. / Orgs: Duarte, C. L.; Nunes, I. R. 1° ed. Rio de Janeiro: Mina Comunicação e Arte, 2020. DUARTE, C. L.; CÔRTES, C.; PEREIRA, M. do R. A. (Org.). Escrevivências: identidade, gênero e violência na obra de Conceição Evaristo. Belo Horizonte: Idea, 2018. EVARISTO, Conceição. Ponciá Vicencio. São Paulo: Companhia das Letras, 2005. EVARISTO, C. Literatura negra: uma poética de nossa brasilidade. SCRIPTA, Belo Horizonte, v. 13, n. 25, p. 17-31, 2º sem. 2009. EVARISTO, C. Histórias de leves enganos e parecenças. Rio de Janeiro: Malê, 2016. FRANCO, Paulo Merli. Dialética em Marx: uma perspectiva a partir de seus elementos centrais. Revista de Ciências Sociais, n. 16 p. 1-12, 2012. FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. Paz e Terra. 1987. GIL, Antônio Carlos. Métodos e Técnicas de pesquisa social. – 6. Ed. São Paulo: Atlas, 2008. GOMES. Nilma Lino. Diversidade Étnico-Racial: por um projeto educativo emancipatório in Relações Étnico-Raciais e Educação no Brasil. Belo Horizonte: Mazza Edições, 2011. GONÇALVES, Suellen Souza; SOARES, Mara Magda; SILVA, Patrícia Nascimento. “Coleta de dados com documentação direta: uma breve revisão no contexto da ciência da informação”. MACULAN, Benildes Coura Carla Viana (orgs.) Métodos e Técnicas de Coleta e Análise de Dados e pesquisa. 1. Ed. – São Paulo:2024. Disponível em: https://www.nucleodoconhecimento.com.br. Acesso em 29/05/2025. HALBWACHS, M. A Memória coletiva. Trad. de Laurent Léon Schaffter. São Paulo, Vértice/Revista dos Tribunais, 1990. Tradução de: La mémoire collective. INDURSKY, Freda. O entrelaçamento entre o político, o jurídico e a ética no discurso do/sobre o MST: uma questão de lugar-fronteira. Revista Da Anpoll, v. 1, n.12. 2002. Disponível em: https//doi.org/1018309/anp.v1i12.507. JESUS, Carolina Maria de. Quarto de despejo: diário de uma favelada. 10. ed. São Paulo: Ática, 2014. 199 p. LAKATOS, Eva Maria. MARCONI, Marina de Andrade. Fundamentos da Metodologia Científica. – 5. Ed. – São Paulo: Atlas, 2003. LÜCHMANN, Lígia Helena Hahn. Modelos contemporâneos de democracia e o papel das associações. Revista de Sociologia e Política, Curitiba, v. 20, n. 43, p. 59-80, outubro. 2012. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rsocp/a/fynBKXWD6sgKLVYfJTCC6NF/?format=pdf&lang=pt/ https://doi.org/10.1590/S0104-44782012000300004. Acesso em: 07 de junho de 2025. LUIZ, Viviane Marinho. AMÉRICO, Márcia Cristina. Literatura negra feminista: uma proposta de enfrentamento do sexismo e do racismo epistemológico desde a infância. Edital Equidade Racial na Educação Básica: Pesquisas aplicadas e Artigos Científicos. Realização: CEERT (Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades), 2020. Disponível em:https://editalequidaderacial.ceert.org.br/#af. Acesso em: 15 de junho de 2025. MINAYO, Maria Cecília de Souza. Análise qualitativa: teoria, passos e fidedignidade. Revista Ciência & Saúde Coletiva, São Paulo, v. 17, n. 3, p. 621-626, março. 2012. Disponível em: https://www.scielo.br/j/csc/a/39YW8sMQhNzG5NmpGBtNMFf/ https://doi.org/10.1590/S1413-81232012000300007. Acesso em: 25 maio 2025. MATOS, M. F. S. D. A oralidade em Ponciá Vicêncio (2003) uma pulsão da memória afrodescendente. Boitatá, [S. l.], v. 8, n. 15, p. 106–117, 2013. DOI: 10.5433/boitata.2013v8.e31550. Disponível em: https://ojs.uel.br/revistas/uel/index.php/boitata/article/view/31550. Acesso em: 12 mar. 2025. NAKAYAMA, C. M.Z. Úrsula: a (in) visibilidade da mulher do século XIX. – 2020. ORLANDI, Eni Puccinelli. Análise de Discurso: princípios & procedimentos. 8. ed.Campinas: Pontes, 2013. 100p. PARINTINS já tem cinco invasões de terras neste ano de eleição. Fato Amazônico, 2016. Disponível em: https://fatoamazônico.com.br. Acesso em: 09 de jun. de 2025. PRODANOV, Cleber Cristiano. FREITAS, Ernani Cesar de. Metodologia do trabalho científico: métodos e técnicas da pesquisa e do trabalho acadêmico. 2.ed. – Novo Hamburgo: Feevale, 2013. PACHECO, E. M.; DIAS, M. T. G. A luta das mulheres por políticas sociais: avanços e retrocessos. Serv. Soc. Soc., v. 146, n. 1, p. 263-283, 2023. REIS, Maria Firmina dos. Úrsula. São Paulo: Penguim Classics Companhia das Letras, 2018. RIBEIRO, Djamila. Lugar de Fala. São Paulo: Pólen,2019. RIBEIRO, Djamila. Lugar de fala. São Paulo: Editora Jandaíra, 2024. SANTOS, M. M. D. et al. História e historicidade na representação do cotidiano em quarto de despejo de Carolina Maria de Jesus. Anais do X CONGRESSO INTERNACIONAL DE LÍNGUAS E LITERATURA... Campina Grande: Realize Editora,2021. Disponível em: https://www.editorarealize.com.br/artigo/visualizar/75840. Acesso em: 12/03/2025 16:06. SOUZA, Nilciana Dinely de. O processo de urbanização da cidade de Parintins (AM): evolução e transformação. 2013. 141 f. Tese (Doutorado em Geografia Humana) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas Programa de Pós-graduação em Geografia Humana, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2013. SOUZA, Patrícia da Silva. BARBOSA, Talita Rosendo. ARAGÃO, Patrícia Crsitina. ENEGRECENDO A LITERATURA BRASILEIRA EM NARRATIVAS INSUBMISSAS DE MULHERES NEGRAS. Anais IX CONEDU Congresso Nacional de Educação. Campina Grande: Realize Editora, 2023. Disponível em:<https://editorarealize.com.br/artigo/visualizar/98105>. Acesso em: 15/06/2025 17:08 SPIVAK, Gayatri. Pode o sulbalterno falar? Belo Horizonte: Editora UFMG, 2010. VIEIRA, C. Os direitos das mulheres e o orçamento público: os desafios de tornar reais as nossas conquistas. Centro Feminista de Estudos e Assessoria, Brasília, ano XIII, n. 144, maio 2015. Disponível em: https://www.cfemea.org.br/images/stories/colecaofemea/ jornalfemea144.pdf. Acesso em: 3 mai. 2022.
dc.rightsAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 United Statesen
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/us/
dc.subjectNarrativas
dc.subjectCastanhal
dc.subjectHistórias de Vida
dc.subjectLugar de Fala
dc.subjectMulheres Negras
dc.titleVozes do castanhal: as narrativas de mulheres do bairro castanhal em Parintins-AM e o diálogo com a literatura feminina negra brasileira
dc.title.alternativeVoices from the Castanhal neighborhood: narratives of women from the Castanhal neighborhood in Parintins-AM and their dialogue with Brazilian Black women's literature
dc.typeTrabalho de Conclusão de Curso

Arquivos

Pacote original

Agora exibindo 1 - 1 de 1
Carregando...
Imagem de Miniatura
Nome:
VozesCastanhal_Narrativas_Mulheres_Parintins_Literatura.pdf
Tamanho:
1.46 MB
Formato:
Adobe Portable Document Format