A educação que ajuda a segurar o céu: o ensino de histórias e culturas indígenas em uma escola estadual em Barcelos/AM

dc.contributor.advisorSilveira,Cristiane da
dc.contributor.advisor-latteshttp://lattes.cnpq.br/3005829475675010
dc.contributor.authorNunes,Rodolfo Santos
dc.contributor.referee1Silveira,Cristiane da
dc.contributor.referee1Latteshttp://lattes.cnpq.br/3005829475675010
dc.contributor.referee2Jesus,Edilza Laray de
dc.contributor.referee2Latteshttp://lattes.cnpq.br/3416993677349221
dc.contributor.referee3Pinheiro,Evanir de Oliveira
dc.contributor.referee3Latteshttp://lattes.cnpq.br/4511806893650273
dc.date.accessioned2026-07-06T16:28:57Z
dc.date.issued2025-05-29
dc.description.abstractEsta tesis se desarrolló mediante un proceso de investigación-intervención (Rocha, 2004) que exploró la enseñanza de historias y culturas indígenas en una escuela pública del municipio de Barcelos, Amazonas. Con base en la pedagogía decolonial e intercultural de Vera Candau (2010) y Catherine Walsh (2014), en autores que abordan la enseñanza de temas indígenas como Aracy Lopes da Silva (1995), Edson Kayapó (2014) y Gersem Baniwa (2019), y en la Ley 11.645/08, que determinó la enseñanza obligatoria de esta materia en la educación básica, la investigación se limita al alcance de una educación para las relaciones étnico-raciales en el contexto amazónico, considerando sus especificidades socioculturales. El estudio se realizó con dos clases regulares de secundaria en la Escuela Pública Padre João Badalotti del municipio de Barcelos, Amazonas, y utilizó la etnografía de aula como metodología de investigación (Bloome, 2012). La investigación problematizó las representaciones sociales de los pueblos indígenas presentes en el aula, abordando cuestiones relacionadas con la educación, la cultura y la identidad, e investigó las relaciones etnoraciales entre estudiantes y poblaciones indígenas locales, en particular, el pueblo indígena Yanomami. Al constatar la presencia de discursos y estereotipos derivados de la colonialidad, se implementó una intervención pedagógica con el objetivo de redefinir las relaciones con quienes sostienen el cielo: los Yanomami. Considerando la diversidad etnoracial y cultural de la Amazonía y la importancia de los pueblos indígenas, sus conocimientos y formas de vida, la investigación exploró enfoques cosmoepistemológicos alternativos a la colonialidad, incorporando los trabajos de Davi Kopenawa (2015) y Ailton Krenak (2019) en la enseñanza escolar para romper con los epistemicidios y el silenciamiento histórico que aún prevalecen en las escuelas. Durante la intervención pedagógica, los estudiantes no solo deconstruyeron representaciones negativas de los pueblos indígenas, sino que también forjaron nuevas relaciones con ellos al liderar acciones alineadas con sus luchas, ayudándolos así a seguir sosteniendo el cielo. De esta manera, el estudio señaló caminos para construir una educación decolonial e intercultural que considere el protagonismo de los sujetos amazónicos y promueva el fortalecimiento de sus múltiples identidades. A través de este enfoque, la investigación de intervención demostró la importancia de enseñar las historias y culturas indígenas para promover el respeto y la valoración de los pueblos indígenas y sus luchas, y para construir caminos hacia el Buen Vivir (Krenak, 2020). Así, al trabajar para desarrollar y difundir posibilidades prácticas para la enseñanza de temas indígenas, contribuimos al fortalecimiento de la Ley 11.645/08 y su implementación efectiva en las escuelas de educación básica.
dc.description.resumoEssa dissertação foi gestada em um processo de pesquisa-intervenção (Rocha, 2004) que explorou o ensino de histórias e culturas indígenas em uma escola estadual no município de Barcelos, no Amazonas. Fundamentada na pedagogia decolonial e intercultural de Vera Candau (2010) e Catherine Walsh (2014), nos autores que abordam o ensino da temática indígena como Aracy Lopes da Silva (1995), Edson Kayapó (2014) e Gersem Baniwa (2019) e pela lei 11.645/08, que determinou a obrigatoriedade desse ensino na educação básica, a pesquisa circunscreve-se no âmbito de uma educação para as relações étnico-raciais em contexto Amazônico, considerando suas especifidades socioculturais. O estudo foi realizado com duas turmas de ensino médio regular da Escola Estadual Padre João Badalotti no município de Barcelos/AM, e utilizou como metodologia de pesquisa a etnografia da sala de aula (Bloome,2012). A pesquisa problematizou as representações sociais dos povos indígenas presentes na sala de aula, discutindo questões relacionadas à educação, cultura e identidade, e investigou ainda as relações étnico-raciais entre os estudantes e as populações indígenas locais, mais especificamente os indígenas yanomami. Ao constatar a presença de discursos e estereótipos constituídos a partir da colonialdiade, foi realizada uma intervenção pedagógica com o objetivo de ressignificar as relações com aqueles que seguram o céu, os yanomami. Considerando a diversidade étnico-racial e cultural nas Amazônias e a importância dos povos originários, seus saberes e modos de vida a pesquisa navegou por rotas cosmo-epistemológicas alternativas à colonialidade, incorporando as obras de Davi Kopenawa (2015) e Ailton Krenak (2019) no ensino escolar para romper com os epistemicídios e silenciamentos históricos ainda presentes na escola. Durante a intervenção pedagógica, os estudantes não apenas desconstruíram representações negativas dos povos indígenas, mas teceram outras relações com os povos originários ao protagonizarem ações em consonância com suas lutas, contribuindo assim para que os povos continuem segurando o céu. Dessa forma, o estudo apontou caminhos para a construção de uma educação decolonial e intercultural que considera o protagonismo dos sujeitos amazônidas e promova o fortalecimento de suas múltiplas identidades. Por este caminho, a pesquisa-intervenção demonstrou a importância do ensino de histórias e culturas indígenas na promoção do respeito e valorização dos povos originários e suas lutas, e para a construção de caminhos para o Bem-Viver (Krenak, 2020). Assim, ao atuar na construção e divulgação de possibilidades práticas de atuação para o ensino da temática indígena,contribuímos para o fortalecimento da lei 11.645/08 e para sua implementação efetiva nas escolas da rede básica de ensino.
dc.identifier.citationSANTOS.Rodolfo Santos.A educação que ajuda a segurar o céu: o ensino de histórias e culturas indígenas em uma escola estadual em Barcelos/AM.2025.Dissertação. (Mestrado em Ciências Humanas).Universidade do Estado do Amazonas, Manaus,2025.
dc.identifier.urihttps://ri.uea.edu.br/handle/riuea/8525
dc.publisherUniversidade do Estado do Amazonas
dc.publisher.initialsUEA
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dc.rightsAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 United Statesen
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/us/
dc.subjectEnsino de Histórias e Culturas Indígenas
dc.subjectLei 11.645/08
dc.subjectPedagogia Decolonial e Intercultural
dc.subjectEducação na Amazônia
dc.subjectBarcelos/AM
dc.subjectEnseñanza de la Historia y de las Culturas Indígenas
dc.subjectLey 11.645/08
dc.subjectPedagogía Decolonial e Intercultural
dc.subjectEducación en la Amazonía
dc.titleA educação que ajuda a segurar o céu: o ensino de histórias e culturas indígenas em uma escola estadual em Barcelos/AM
dc.title.alternativeEducation that helps hold up the sky: teaching Indigenous histories and cultures at a state school in Barcelos, Amazonas
dc.typeDissertação

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