Contribuições da educação física na equipe multiprofissional de equoterapia para jovens com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e aproximações com o contexto escolar: um relato de experiência

dc.contributor.advisorContreira, Andressa Ribeiro
dc.contributor.advisor-latteshttp://lattes.cnpq.br/4455603006697690
dc.contributor.authorSilva, Larissa Rodrigues da
dc.contributor.referee1Contreira, Andressa Ribeiro
dc.contributor.referee1Latteshttp://lattes.cnpq.br/4455603006697690
dc.contributor.referee2Streit, Inês Amanda
dc.contributor.referee2Latteshttp://lattes.cnpq.br/2903228491671741
dc.contributor.referee3Oliveira, Rodrigo Naranjo de
dc.date.accessioned2025-03-12T18:14:55Z
dc.date.issued2024-12-11
dc.description.abstractEquine therapy is an alternative therapy indicated for the treatment of people with Autism Spectrum Disorder (ASD), being recommended for assisting in motor coordination, body balance, concentration, breathing control and the development of self- confidence. Objective: To report the contribution of Physical Education in the composition of the multidisciplinary equine therapy team for practitioners with ASD in pre-sports stages and to build approaches to the school context. This is an intervention carried out from August/2022 to July/2023, linked to the extension project “Equine therapy and its contributions to the psychomotor development of children with Autism Spectrum Disorder (ASD): building approaches to the school context”. Methodological procedures: The activities were carried out at the Equine Therapy Center of the Military Police of Amazonas (PMAM), located in the Dom Pedro I neighborhood, Manaus - AM. The participants were 6 young people with ASD, 5 males and 1 female, aged between 19 and 27 years. These participants were enrolled in the 3rd and 4th phases of the Equine Therapy program. The activities were carried out in the courtyard, covered arena, lawn, and outdoor arena, with a frequency of twice a week and duration of 30 minutes for each participant. Experience report: Initially, contact was made with the head of the Equine Therapy Center of the Military Police of Amazonas to present the project. I began participating with the multidisciplinary team, first getting acquainted and receiving information about the divisions of the phases of equine therapy (sensory, psychomotor, proprioceptive, and occupational), benefits, characteristics of the horses, and care with general handling of the horse and riding equipment. I had the opportunity to see the spaces available for the practice, as well as the materials available for use in the sessions, as well as the functions performed by the professionals. Next, I had access to information on how the preparations were carried out before riding, which consisted of a sequence of stretches, so that I was able to perform the movements. Regarding the psychomotor aspects of the participants, I was able to notice some limitations resulting from ASD in handling the horse at a gallop, difficulties with concentration/focus, memorization, communication, flexibility and mobility. However, as the sessions progressed, it was possible to notice the progress of the participants in their functional aspects. When approaching the contexts of equine therapy schools, seeking to establish connections between the support networks of the participants, I was able to visit two schools, one of which was a male participant and the other a female participant. As reported by the teachers, it was possible to notice progress from the practice of equine therapy, which included improved posture, muscle tone and socialization skills. Final considerations: Based on the experience reported, I recognized that the Physical Education professional has an important role within the multidisciplinary team, in conducting activities that reflect on the motor, cognitive and socio- affective skills of the practitioners. In addition, I realized the importance of bringing together the contexts of insertion of practitioners with ASD (school and equine therapy center), aiming to present the benefits of the therapies performed and their reflections in the daily lives of practitioners.
dc.description.resumoA equoterapia é uma terapia alternativa indicada para o tratamento de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), sendo recomendada por auxiliar na coordenação motora, equilíbrio corporal, concentração, controle da respiração e no desenvolvimento da autoconfiança. Objetivo: Relatar a contribuição da Educação Física na composição da equipe multiprofissional de equoterapia para praticantes com TEA em fases pré-esportivas e tecer aproximações com o contexto escolar. Trata-se de uma intervenção realizada no período de Agosto/2022 a Julho/2023, vinculada ao projeto de extensão “Equoterapia e suas contribuições no desenvolvimento psicomotor de crianças com Transtorno do Espectro do Autista (TEA): tecendo aproximações com o contexto escolar”. Procedimentos metodológicos: As atividades foram realizadas no Núcleo de Equoterapia da Polícia Militar do Amazonas (PMAM), localizado no bairro Dom Pedro I, Manaus - AM. Os participantes foram 6 jovens com TEA, sendo 5 do sexo masculino e 1 do sexo feminino, com idades entre 19 e 27 anos. Esses participantes estavam inseridos na 3a e 4a fases do programa de Equoterapia. As atividades foram realizadas no pátio, picadeiro coberto, gramado, picadeiro ao ar livre, com frequência semanal de duas vezes e duração de 30 minutos para cada praticante. Relato de experiência: Inicialmente foi estabelecido contato com a chefia do Núcleo de Equoterapia da Polícia Militar do Amazonas para apresentação do projeto. Iniciei a participação junto à equipe multiprofissional, primeiramente me ambientando e recebendo informações sobre as divisões das fases da equoterapia (sensorial, psicomotora, proprioceptiva e ocupacional), benefícios, características dos cavalos e cuidados com manejo geral do equino e equipamentos para montaria. Tive a oportunidade de conhecer os espaços disponíveis para a prática, bem como os materiais disponíveis para utilização nas sessões, assim como as funções exercidas pelos profissionais. A seguir tive acesso às informações de como eram realizadas as preparações que antecediam a montaria, a qual se dava por meio de uma sequência de alongamentos, de maneira que fui capacitada para realizar os movimentos. Quanto aos aspectos psicomotores dos praticantes, pude perceber algumas limitações decorrentes do próprio TEA quanto ao manejo do cavalo no galope, dificuldades de concentração/foco, memorização, comunicação, flexibilidade e mobilidade. No entanto, como passar das sessões foi possível perceber os avanços dos praticantes em seus aspectos funcionas. Ao realizar a aproximação dos contextos equoterapia escola, buscando tecer aproximações entre as redes de apoio dos praticantes, pude realizar a visita em duas escolas, de um praticante do sexo masculino e outra do sexo feminino. Conforme relatado pelas professoras, foi possível perceber avanços a partir da prática da equoterapia, as quais contemplavam a melhora da postura, tônus muscular e capacidade de socialização. Considerações finais: Com base na experiência relatada, reconheci que o profissional de Educação Física tem importante papel junto à equipe multiprofissional, na condução de atividades que refletem sobre as habilidades motoras, cognitivas e socioafetivas dos praticantes. Além disso, percebi a importância da aproximação entre os contextos de inserção dos praticantes com TEA (escola e centro de equoterapia), visando apresentar os benefícios das terapias realizadas e seus reflexos no cotidiano dos praticantes.
dc.identifier.citationSILVA, Larissa Rodrigues da. Contribuições da educação física na equipe multiprofissional de equoterapia para jovens com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e aproximações com o contexto escolar: um relato de experiência. (TCC Licenciatura em Educação Física). UEA, Manaus, 2024
dc.identifier.urihttps://ri.uea.edu.br/handle/riuea/7403
dc.language.isopt
dc.publisherUniversidade do Estado do Amazonas
dc.publisher.initialsUEA
dc.relation.referencesANDE – BRASIL. Equoterapia. 2020. Disponível em: http://Equoterapia.org.br/articles/index/articles_list/138/81/0. Acesso em: 03 jun. 2020. CÓRDULA, E. B. L.; NASCIMENTO, G. C. C. A produção do conhecimento na construção do saber sociocultural e científico. Revista Educação Pública, Rio de Janeiro, v. 18, p. 1-10, 2018. Disponível em: https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos/18/12/a- produo-do-conhecimento-na-construo-do-saber-sociocultural-e-cientfico. Acesso em: 28 mar. 2021. GORGATTI, M. G.; COSTA, R. F. Atividade física adaptada, 2005. Disponível em: https://www.efdeportes.com/efd210/educador-fisico-na-equoterapia.htm. Acesso em: [data do acesso]. LIMA, S. J. O. O cavalo na Equoterapia e na interface equitação/reabilitação. 1. ed. Jundiaí, SP: Editora Paco, 2018. MACIEL, M. M.; GARCIA FILHO, A. P. Autismo: uma abordagem tamanho família. Salvador, 2009. p. 224-235. MEDEIROS, M.; DIAS, E. Equoterapia: bases & fundamentos. Rio de Janeiro: Revinter, 2002. 22 PFEIFER, L. T. O. Equoterapia: a influência da variação do peso na frequência do passo do cavalo. Ensaios e Ciência: Ciências Biológicas, Agrárias e da Saúde, v. 16, n. 3, p. 39-48, 2012. PMAM – PROGRAMA DE MANEJO ASSISTIDO COM ANIMAIS. Equipe multidisciplinar na equoterapia: composição e atuação. Amazonas: PMAM, 2021. PMAM – PROGRAMA DE MANEJO ASSISTIDO COM ANIMAIS. Atendimento social e terapêutico: histórico e condições atendidas. Amazonas: PMAM, 2022. SANTOS, J. R. Equoterapia e o desenvolvimento físico: do tratamento à prática esportiva. Belo Horizonte: Editora Saúde e Movimento, 2010. SILVA, A. S. M.; LIMA, F. P. S.; SALLES, R. J. Vínculo afetivo de crianças autistas na equoterapia: uma contribuição de Winnicott. Boletim - Academia Paulista de Psicologia, v. 38, n. 95, p. 238-250, 2018. Disponível em: http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415- 711X2018000200011&lng=pt&tlng=pt. SOUZA, M. B.; SILVA, P. L. N. Equoterapia no tratamento do transtorno do espectro autista: a percepção dos técnicos. Revista Ciências e Conhecimento, v. 9, n. 1, p. 4-22, 2015. Disponível em: https://cienciaeconhecimento.com.br/Arquivos/Edi%C3%A7%C3%A3o%202015/Souza%20 BM_912015.pdf. TEIXEIRA, M. L.; CARVALHO, R. S.; VIEIRA, T. F. Aspectos clínicos e diagnósticos do TEA na infância. São Paulo: Editora Neurociência, 2019. ONZI, F. Z.; GOMES, R. F. Transtorno do Espectro Autista: a importância do diagnóstico e reabilitação. Caderno Pedagógico, Lajeado, v. 12, n. 3, p. 188-199, 2015.
dc.rightsAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilen
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/
dc.subjectEquoterapia
dc.subjectEducação física escolar
dc.subjectTranstorno do Espectro Autista
dc.subjectJovens
dc.titleContribuições da educação física na equipe multiprofissional de equoterapia para jovens com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e aproximações com o contexto escolar: um relato de experiência
dc.title.alternativeContributions of physical education in the multidisciplinary team of equine therapy for young people with Autism Spectrum Disorder (ASD) and approaches to the school context: an experience report
dc.typeTrabalho de Conclusão de Curso

Arquivos

Pacote original

Agora exibindo 1 - 1 de 1
Carregando...
Imagem de Miniatura
Nome:
Contribuições_da_educação_física.pdf
Tamanho:
6.64 MB
Formato:
Adobe Portable Document Format